sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

73'SLAM, PRIMEIRA BATALHA DE POESIAS ACONTECE NO DIA 14 DE MARÇO

Cartaz de divulgação


Dia 14 de março, em Teixeira de Freitas-BA, acontecerá a primeira edição do 73'SLAM, uma batalha de poesias. A iniciativa é de um grupo de jovens criado no WhatsApp. Na produção, temos Iasmym Dionor, principal idealizadora, Evenny Silva, Wenderson Souza, vulgo Amendoim, e outros jovens, além dos apoiadores, Flávio Baianino, da Ong Acuba e Rosilene Rocha, poeta e ativista cultural.

Trata-se de arte independente, realizada pela periferia e para a periferia, haja vista que não há incentivo por parte dos gestores públicos em olhar para os poetas que estão a margem da sociedade. Pode-se dizer que o SLAM'73, além das batalhas de rimas e dos saraus que já acontecem na cidade, juntos, dão nome a literatura marginal - esta que tem tido voz e adentrado a Academia como objeto de pesquisa.

A fim de que o leitor possa conhecer melhor o que é esta modalidade de poesia, segundo Melissa Duarte, em artigo para o "Correio Braziliense", o slam nasceu em Chicago, Estados Unidos, nos anos 1980. Mas só foi chegar ao Brasil duas décadas depois. De acordo com as pesquisas realizadas, no Distrito Federal, começou em 2015, com o grupo Slam DéF.  Para Will Junio, criador do grupo, eles aceitam qualquer pessoa, de qualquer idade, de qualquer cor, raça, etnia e orientação sexual e que a ideologia deles é abrir espaço para as vozes da periferia. 

Para a doutora em literatura pela Universidade de Brasília (UnB) Bruna Lucena“Slam é mais uma forma de marcar a identidade cultural própria e mostrar que a periferia produz sua própria cultura. É um movimento de ocupação, de resistência”. De acordo com Bruno Molinero, colunista da Folha Uol, as regras podem variar de evento para evento, mas seguem um padrão. Cada poeta só tem 3 minutos para apresentar seu texto, sobre qualquer tema, e não pode fazer uso de instrumento musical, figurino ou cenário.

Nessa perspectiva, também ocorrerá o primeiro evento de Slam de Teixeira de Freitas. Aos teixeirenses; o convite para prestigiar deste evento cultural que tem a cara da juventude, aos poetas, sobretudo, esses que escrevem seus poemas e arquivam nas gavetas, uma intimação: Inscrevam-se na batalha de poesias, venham tornar a sua arte instrumento de luta e resistência para a cidade que, de acordo com o IBGE (2017), ocupa a sétima posição de mais violenta do país. Nesse viés, os interessados em participar, podem entrar em contato através do link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSff6esWzDJFwMsLmBk6TXdHkHtVBYox1RVzZSC0GjJX5PRQrw/viewform?vc=0&c=0&w=1.  Telefone de contato: (73)991927326 e (73)98899-6515.


https://www.romanews.com.br/noticias/a-arte-contra-a-violencia/4957/

REFERÊNCIAS:

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

B BOY E MC LUCAS SHARINGAN VENCE BATALHA DA ILHA EM GURIRI


Fonte: https://www.instagram.com/p/B7_cZJHFJDH/

Neste domingo, 02 de fevereiro, ocorreu em Guriri - ES, mais uma edição da "Batalha da Ilha". A cidade de Teixeira de Freitas - BA, foi representada por Lucas Sharingan, que após duelar com 5 oponentes, levou o prêmio. 
A fim de coletar informações sobre a cultura Hip Hop em nossa cidade, a redação do blogue entrou em contato com o B boy e Mc  a fim de traçar um pouco da sua biografia artística e contar como foi a Batalha da Ilha. 
Antonio Lucas Costa Carvalho tem 23 anos, nasceu em Teixeira de Freitas, e atua como produtor cultural. Em conversa, o mesmo disse que começou como Dançarino de Break dance há 9 anos. "O seu primeiro grupo de Dança foi o star Texas Crew que se reunia na praça da Bíblia. Após sair desse grupo alguns anos depois, ele e amigos fundaram um novo grupo chamado Feeling Squad que até hoje atua no cenario cultural da cidade. Mais tarde, Lucas também decidiu sair do referido grupo, e  hoje, atua solo na carreira de dançarino.
Em sua trajetória, contou que já participou de vários eventos de Break e eventos de Mc em outras cidades, como a Batalha City, em São Mateus e na Batalha Origrafes, na grande Vitória. De acordo com as informações obtidas, Lucas e outros companheiros foram pioneiros da cultura Hip Hop em Teixeira, o que oportunizou o surgimento de vários MCs, que resultou na Batalha do Poste.
Não pode deixar de mencionar a importância da Ong Acuba, a qual participa e diz que faz toda a diferença na produção dos eventos.
Acerca da sua estadia no estado do Espírito Santo, disse que, lamentavelmente, em Teixeira não há muito espaço para a sua arte, haja vista que há muita desvalorização por parte dos representantes políticos. Ele, que é jovem oriundo da periferia, consciente da pobreza que assola os bairros periféricos, sente na pele a falta de oportunidade para crescer artisticamente  e traçar outros caminhos que não seja as manchetes policiais.
Devido ao desinteresse do poder público em investir em cultura, e devido a problemas pessoais, esteve longe das batalhas por cerca de 2 anos, e enfrentou muitas dificuldades. Infelizmente, Sharingan sofre de crise de ansiedade, e isso inibi a sua vontade de fazer arte para quem precisa de arte, segundo o mesmo. Todavia, agora,  ele decidiu dar seguimento ao que ama fazer, pois, vê no Hip Hop, uma motivação para vencer os obstáculos. Daí surge a ideia de alçar voos para outras cidades, como Guriri, que tem a Batalha da Ilha, que oportuniza jovens de outros estados poder competir. 
Lá, ele contou que dentro do evento ocorreu a Batalha dos personagens, onde cada oponente escolhe um para representar. Ele disputou contra 5, e levou o prêmio que foi um pote de açaí. Acerca da premiação, ele disse que não há muitos patrocinadores para os eventos, então, o pessoal que organiza faz o que está dentro das possibilidades. Na Batalha da Ilha, quem patrocinou foi a "Ohana Açaí". 
Fonte: https://www.instagram.com/p/B8HFd6pFP-0/
Ao final da conversa, Sharingan disse que está animado, pois atualmente, participa de um grupo de Rap chamado Q.iClan, juntamente com o Mc Dena e  Mc M2, que estão com ele lutando por espaço e reconhecimento, que é como a sua família, pois ambos se apoiam e acreditam no potencial do grupo.